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1º Trimestre

Quincas Borba - Machado de Assis (Fuvest)

     Publicado em 1891, Quincas Borba trata da vida de Rubião, amigo e enfermeiro particular do filósofo Quincas Borba - personagem descrito em obra anterior de Machado, Memórias póstumas de Brás Cubas -, de quem herda toda a fortuna. Ao trocar a vida provinciana pelo bulício da corte, Rubião leva consigo o cão, também chamado de Quincas Borba, que pertencera ao filósofo e do qual deveria cuidar a fim de preservar o direito à herança. No trem que o conduz ao Rio de Janeiro, Rubião conhece o casal Sofia e Cristiano Palha, que logo percebem que o companheiro de viagem é um novo-rico ingênuo e ludibriável. Seduzido pela amabilidade do casal e, sobretudo, pela beleza de Sofia, Rubião passa a frequentar a casa deles, confiando cegamente nos novos amigos.

2º Trimestre

Mayombé - Pepetela (Fuvest)

     Publicado originalmente em 1980, Mayombe foi escrito durante a participação de Pepetela na guerra de libertação de Angola, e retrata o cotidiano dos guerrilheiros do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) em luta contra as tropas portuguesas. O romance inova ao abordar não somente as ações, mas os sentimentos e reflexões daquele grupo, as contradições e conflitos que permeavam sua organização e as relações estabelecidas entre pessoas que buscavam construir uma nova Angola livre da colonização.

3º Trimestre

O marinheiro - Fernando Pessoa (Unicamp)

      Peça teatral escrita em 1915 pelo poeta português Fernando Pessoa, O marinheiro fala do sonho e de lugares e vidas imaginadas que se tornam presentes pela força da palavra de quem os cria e de quem ouve falar deles.

     Três jovens conversam suavemente. Velam uma moça. A noite custa a passar e as histórias fazem passar o tempo. Imóveis, conversam. Lembram do passado como de uma época feliz. Mas teria sido mesmo assim? Além-mar, um marinheiro perdido constrói para si um novo passado e povoa o silêncio desse encontro. Uma das jovens tece esse relato com sentimentos delicados como os matizes de uma bela e trabalhosa tapeçaria.

    Quando raia o dia, as próprias jovens, tomadas pela história que inventaram, percebem-se entre o sonho e a realidade – ficção de si mesmas, ficção que os passos que se ouvem fora daquela sala vêm interromper.