Penso...logo escrevo!


O projeto desenvolvido pelos professores de Língua Portuguesa, Christiane Davidson, e de Filosofia, Gabriel Fujarra, com os alunos dos 6º anos tem como objetivo exercitar a reflexão, a discussão de ideias, o pensar filosófico, a argumentação e a produção textual de uma maneira leve e divertida! Os professores elegeram um tema de interesse do grupo, os alunos escolheram entre livros, filmes, séries e animações, previamente selecionados pelos professores, e fizeram, então, a relação entre o pensamento socrático e o objeto cultural escolhido. Usando a argumentação como ferramenta, o projeto tem revelado preciosidades...



Gustavo – 6º Ano A


FILME: “Lion: Uma Jornada Para Casa”

“Lion: Uma Jornada Para Casa” é um filme realmente comovente, que se relaciona com as ideias do filósofo Sócrates (469 a.C.-399 a.C.).

O filme conta a história real de Saroo, um menino indiano que se perde de seu irmão Guddu e de sua família quando tinha 5 anos de idade. O menino entra em um vagão de trem que desembarca num lugar a 1600 km de sua casa, não sabendo se orientar, nem se comunicar. Saroo, ainda criança, passa por situações indesejadas, como quase ser vendido, passar fome, frio, medo, em busca de retornar para casa. Ele acaba sendo levado para um orfanato, com muitas outras crianças na mesma situação. Com muita sorte, ele consegue ser adotado por um casal de australianos, que lhe dão muito amor e carinho. O casal também acaba adotando outro menino indiano.

A segunda parte do filme mostra a vida de Saroo adulto. Podemos dizer que essa parte se resume na frase de Sócrates: “Somente no questionamento podemos encontrar a verdade das coisas”, pois Saroo busca respostas sobre sua família, como por exemplo, se seu irmão está vivo, sua mãe, entre outros.

Com muita determinação, Saroo consegue encontrar o lugar onde ele viveu antes de se perder; assim, viaja até lá e reencontra sua família, é emocionante! Após 20 anos perdido, ele consegue respostas para seus questionamentos, porém ele descobre que perdeu se irmão Guddu, o que lhe deixou triste, mas não o fez perder a emoção de rever sua mãe e sua irmã.

Isabella Letícia – 6º Ano B


Livro Malala e sua relação com a filosofia

A história de Malala é realmente comovente, e, quando pensamos em tudo o que ela enfrentou na vida, já nos emocionamos. Malala queria muito ser médica, amava ir à escola e estudar. É um livro muito bom para ler junto com toda a família, pois relata fatos sobre a vida da família de Malala. A história é contada por uma jornalista que visita o Paquistão para descobrir mais sobre o que aconteceu com a menina, relatando vários acontecimentos que despertam muitas curiosidades ao longo do texto.

Observando mais a fundo, a história de Malala nos mostra como o mundo pode ser cruel e como o ser humano, às vezes, age de maneira muito ruim. Isso tem que ser mudado de algum modo.

A história de Malala pode ser relacionada aos pensamentos e ideias do filósofo Sócrates, que é conhecido por dizer a seguinte frase: “Só sei que nada sei” e essa frase busca apresentar o reconhecimento da nossa própria ignorância. Isso oferece a possibilidade de novos significados, e sentidos, para o mundo. Quando a menina se vê diante de uma situação que não sabe como resolver, ela começa a perceber que não sabia de tudo e que precisa enfrentar toda essa situação, ou seja, ela não sabia que tudo chegaria àquele ponto (de que ela não poderia ir mais à escola). E é nesse momento que relacionamos a frase de Sócrates, “ Só sei que nada sei”, com aquele acontecimento na vida dela.

Sócrates também acreditava, que somente o questionamento poderia nos guiar até a verdade, ele auxiliava as pessoas para poder encontrar sua própria percepção sobre o mundo. É exatamente isso que Malala fez ao se deparar com aquela situação. Malala começou a se questionar o porquê de tudo aquilo estar acontecendo e como foi ocorrer. Então, Malala apresentou um olhar questionador, buscando encontrar respostas para o que queria saber.

Enfim, o livro nos faz refletir sobre o mundo, a situação que estamos vivenciando e se nossas atitudes estão corretas ou não.

Giovana - 6º Ano A


FILME: Bob Esponja – Um herói fora d’água

O filme “Bob Esponja – Um herói fora d’água”, mostra que ele é uma pessoa com seu jeito próprio, que leva a vida do jeito que ele acha melhor. Faz com que se pareça muito com Sócrates, pois ele também tinha ideias contrárias às das demais pessoas que conviviam com ele e, mesmo assim, ele defendia suas ideias.

Surgem situações em que ele passa por apuros, situações difíceis, como por exemplo, encontrar a receita secreta, e, é quando, ele precisa pensar em maneiras diferentes para resolver. Nem por isso Bob Esponja desanima em nenhuma delas, encara todas com alegria, com brincadeira e sempre encontra uma oportunidade de aprender. Além disso, ele é muito humilde, acredita muito nas pessoas e que as ações delas vão dar certo.

Por fim, com toda determinação de deixar tudo certo, eles conseguem trabalhar em equipe e mudar o rumo da história, virando super-heróis, o que nos faz lembrar de uma frase escrita por Sócrates: “ Alcançar o sucesso pelos próprios méritos. Vitoriosos os que assim procedem”.

Valentina - 6º A


Malala: a menina socrática do século XXI

O que a história de um filósofo que viveu na Grécia em 469-399 a.C. e uma jovem estudante de 15 anos, que nasceu nas montanhas do Paquistão no século XXI, podem ter em comum? A resposta é a vontade, de ambos, de questionar o mundo ao seu redor, de conhecer a verdade, da consciência de que o saber e a educação podem melhorar nossas vidas e de que o conhecimento pode mudar o mundo.

A luta e os ideais da jovem Malala, paquistanesa que quase perdeu a vida ao ser atacada pelo grupo extremista talibã por defender a educação das meninas em seu país, apresenta muitas semelhanças com a vida de Sócrates, o filósofo grego que viveu quase 400 anos antes de Cristo e morreu envenenado também por defender suas ideias. Ambos foram condenados por pensar e questionar.

Os pontos principais dos ensinamentos do filósofo Sócrates, considerado um dos pais da filosofia, apesar de muito conhecido pela humanidade há mais de dois milênios, não ficou registrada em lugar algum pois apenas foi passado pelos seus discípulos, como Platão. A história de Malala é publicada em diversas mídias como no livro da jornalista Adriana Carranca, “Malala, a menina que queria ir para a escola”.

Ao analisarmos a obra de ambos, podemos notar uma coincidência no sentido de tentar despertar nas pessoas que os cercavam a importância de se questionar, de se educar, de enxergar além do que está escrito apenas nos livros.

Sócrates levava as pessoas a pensar com a razão, a ter consciência das suas ações, a planejar suas atitudes, a questionar os fatos para conhecer a verdade e fazer perguntas, assim como Malala, que é descrita pela autora do livro como uma menina questionadora e curiosa.

Também como Sócrates, Malala enxerga que é pela educação e diálogo que podemos alcançar as mudanças que tanto queremos ver no mundo.

Malala representa a nova geração de jovens socráticas do século XXI.


“E o que fazia Malala ser tão especial? O querer saber, oras!

Às vezes, ela perguntava às pessoas, outras aos livros, mas não ficava sem resposta. Era essa vontade grande de saber que a fazia especial.”


(Adriana Carranca, autora de “Malala, A Menina Que Queria Ir Para A Escola”)

Ana Beatriz- 6º Ano A


EXTRAORDINÁRIO E SUAS REFLEXÕES

“Você não consegue se esconder quando nasceu para se destacar”. Certamente, você sabe de qual filme eu estou falando. Extraordinário é uma longa-metragem de 2017 que encantou muitos telespectadores, e não é à toa, já que é um filme emocionante, divertido e que nos ensina a nos questionar sobre coisas que consideramos normais e apenas escolhemos aceitar.

O filme tem alguns exemplos que, infelizmente, são muito vistos nos mais diversos ambientes: o preconceito e o bullying... Há muitas pessoas que apenas escolhem ignorar, ou desrespeitar, alguém apenas por sua aparência. Mas com certeza a filosofia pode mudar isso.

Já que, dentro do filme, podemos reconhecer algumas ideias da filosofia. Vamos começar com um pensamento de Sócrates, sabe quem foi ele? Foi um filósofo grego que viveu de 470-399 a.C.! Mas, voltando ao assunto... “só com as perguntas é que se pode conseguir a verdade”. Isso era uma das coisas que ele dizia. E podemos perceber que no início, Jack Will fingiu ser amigo de Auggie porque o diretor pediu a ele que fizesse isso, mas com o passar do tempo ele percebeu que Auggie era realmente ‘’legal’’ e então, tornaram-se amigos de verdade. Isso é uma coisa muito boa, não? E se você acha que não usamos a filosofia no cotidiano: sim, foi a filosofia que fez ele perceber isso. Essa e outras situações no filme, com certeza nos ensinam a perguntar mais, buscar mais respostas para as perguntas, temos que nos esforçar para sempre conhecer a verdade.

Aqui vai um segundo exemplo: uma das frases mais famosas de Sócrates é: “Só sei, que nada sei”. O que se aplica muito bem com o Justin. Ele pensava que sabia de tudo sobre o Auggie, e então imediatamente não se permitiu descobrir, questionar, buscar a verdade sobre seu colega. Quando achamos que sabemos de tudo, não nos permitimos saber mais nada ao nosso redor.

É um filme ótimo que nos faz respeitar mais e refletir mais. Da próxima vez que assistir esse filme, preste bastante atenção nisso, e você vai perceber que um filósofo grego de séculos atrás pode te ensinar muita coisa.

Guilherme Castro - 6º Ano A


Stephen Strange e Sócrates

Doctor Strange é um filme da Marvel, em que Stephen Strange é o personagem principal. É um filme com magia, místico, e com portais com entrada para várias dimensões.

Stephen Strange é um ótimo médico, que se acha o melhor de todos, o que o torna arrogante. Ele sofre um acidente de carro, por estar falando ao telefone, e os movimentos de suas mãos ficam limitadas. Stephen sai gastando o que tem, e o que não tem, pois sem os movimentos de sua mão ele se sente um inútil.

Em seu tratamento, Strange descobre um homem que conseguiu se recuperar de uma lesão na medula espinhal e hoje vive normalmente. Este homem diz a Strange que se curou em kaman-Taj.

Em kaman-Taj, Strange conhece a Anciã e, em busca da cura acaba transformando sua vida, deixando de lado toda sua arrogância e se transforma em uma espécie de mago. Ganha poderes míticos e a capa de levitação.

Dr. Strange protege o mundo da dimensão negra, e se torna um homem com outros valores e poderes, vendo que suas mãos são capazes de fazer mais que cirurgias.

Tendo como base as ideias do filósofo Sócrates, é possível entender as mudanças que ocorreram com o Dr. Strange durante o filme.

Depois de sofrer o acidente, Strange fica inconformado com sua situação, e então, começa a se questionar sobre a incapacidade de seu estado, pois sentia-se um inútil. Para Sócrates, “ o questionamento é capaz de orientar a verdade”. Strange foi aos poucos buscando sua verdade.

Dr. Stephen Strange foi capaz de reconhecer sua ignorância. Passou a aceitar que não sabia de tudo. Além de se transformar em uma pessoa melhor. No filme, recebe poderes e, então, encontra o significado e as respostas para sua vida, sendo capaz de aprender com novas pessoas e situações. Dr. Stephen entendeu que poderia ser mais que um excelente médico.





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